Acabou o pesadelo dos seguidores do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, que temiam por uma possível decisão do líder de apoiar a candidatura à reeleição do petista Jerônimo Rodrigues. Esta possibilidade surgiu imediatamente após a posse dele para o seu quinto mandato, em 1o de janeiro de 2025, quando passou a se relacionar com o governador de uma maneira que estimulou muita gente a pensar em uma aliança. Os dois foram fotografados aos risos, frequentaram juntos os mesmos ambientes em várias ocasiões, trocaram elogios em público.
Ronaldo, um dos caciques do União Brasil no Estado e até mesmo em nível nacional - fora candidato a governador pela legenda, afinal - fez mistério sobre com quem iria marchar nestas eleições, reforçando a sensação de que "o namoro poderia terminar em casamento". Mas, pelo visto, foi tudo muito bem pensado e, quem sabe, até mesmo acordado com ACM Neto. O prefeito fizera compromisso, no pleito de 2024, de manter um relacionamento institucional de alto nível com o governador da Bahia e também com o presidente Lula. Honrou a palavra.
Mas a afinidade foi tamanha que suscitou justas especulações de que haveria algo além da proximidade governamental. Pareceu, de fato, se tratar de uma futura aliança. Essa hipótese ganhava corpo por várias razões, sendo a principal delas o "canto de carroceria" que Ronaldo levou de ACM Neto em 2022, quando o atual prefeito dava como certo seu nome na chapa majoritária da oposição, como candidato a vice, expectativa frustrada pela escolha de uma desconhecida diretora da TV Aratu para o lugar dele.
Muito se falou sobre a falta de um entendimento, na ocasião, de ACM Neto com o Republicanos, do deputado federal Márcio Marinho, que exigia um nome da legenda na chapa majoritária, como justificativa para Ronaldo, favoritíssimo a vice, sair de cena. Em 2018, candidato a governador, o atual prefeito de Feira surpreendeu, no último debate de televisão (Rede Bahia), ao anunciar seu apoio ao então postulante à Presidência da República, Jair Bolsonaro.
O anúncio deixou furioso ACM Neto, coordenador da campanha de Geraldo Alckmin, PSDB, para presidente. "ACM Neto se revolta com traição de aliado que apoiou Bolsonaro em debate", foi o título de "Veja Online", naquela noite. Segundo a revista, o então prefeito soteropolitano disse a aliados que José Ronaldo agiu com “deslealdade” com ele e que não iria “admitir” isso. A interlocutores, ACM Neto ainda teria declarado que seu candidato lhe "arrumou um grande problema".
Bem, se ACM Neto realmente vingou-se de Ronaldo em 2022, jamais saberemos. Se o fez, exagerou na dose. A revolta de Ronaldo e de seus aliados foi determinante, segundo todos os analistas políticos, para ruir o favoritismo do candidato do União Brasil na eleição passada e a derrota para Jerônimo Rodrigues. Havia muita gente torcendo o nariz para uma eventual aliança com o PT mas também um segmento que queria dar uma resposta a ACM, mesmo que fosse um cruzar de braços.
Alguns defendem que os afagos de Ronaldo a Jerônimo em 2025 inteiro e todo esse mistério sobre quem apoiaria seria um castigo a ACM Neto, para fazê-lo sofrer com a ameaça de rompimento do influente prefeito feirense com o candidato do União Brasil. Caso se confirmasse esta aliança, seria cheque-mate. O governador estaria praticamente reeleito.
O evento para anunciar o apoio do prefeito feirense à chapa ACM Neto-Zé Cocá (prefeito de Jequié), João Roma-Ângelo Coronel (estes para o Senado), próxima segunda, às 18h, na CDL, deverá mostrar uma oposição com faca nos dentes. O ambiente de momento é favorável: Lula em queda, Flávio Bolsonaro crescendo; ACM Neto na frente em todas as pesquisas e um atacante doido para fazer valer a "lei do ex" - Coronel, que esteve do outro lado por mais de década, agora oposicionista.
Enquanto isso, do lado governista, as coisas não parecem andar muito bem. Jerônimo, Rui Costa, Jaques Wagner e Otto Alencar não conseguiram evitar a saída de Ângelo Coronel, ao decidir que ele não seria candidato à reeleição para o Senado. Uma perda significativa. Tentaram, até mesmo com a colaboração de Geddel Vieria Lima, porém sem êxito, atrair o prefeito de Feira, que ensaiou, ensaiou, mas no final disse não.
Buscaram levar para o seu ninho a emergente liderança do prefeito de Jequié, operação que também fracassou. De quebra, uma bobagem dita pelo vice-governador Geraldo Júnior, vazada nas redes sociais, pôs mais lenha na fogueira, colocando dúvida onde não existia. Neste momento, restando muito pouco tempo para o fim do prazo de desincompatibilizações, Jerônimo está esquentando a cabeça para decidir quem finalmente ocupará a vaga para esta função na chapa majoritária.
O ex-prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho, e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, no passado, foram ferrenhos adversários políticos. Há bem mais tempo na vida pública, Colberzinho, como os mais próximos o chamam, em Feira de Santana, por décadas esteve do outro lado, na esquerda, junto com o pai, saudoso ex-prefeito e ex-deputado estadual Colbert Martins da Silva. Combatiam, justamente, o carlismo, denominação do grupo comandado pelo avô de ACM Neto, Antonio Carlos Peixoto de Maglhães, o "ACM original".
O filho do ex-prefeito lutou contra Ronaldo, diretamente, em duas eleições, 2000 e 2004, sem conseguir vencê-lo. Enfrentou o candidato ronaldista Tarcísio Pimenta, em 2008, mas também não fora bem sucedido. Em uma decisão que surpreendeu os meios políticos, Colbert Filho deu uma guinada de 360 graus em sua trajetória a partir da aliança, em Feira de Santana, com o prefeito José Ronaldo, representante do carlismo nesta cidade, na eleição municipal de 2012. À época, a notícia causou grande impacto. Afinal, era a união de dois adversários locais históricos.
Curiosamente, é a partir desta aproximação que Colbert Filho realiza o sonho de administrar Feira de Santana. Primeiro, indica para vice-prefeito o ex-deputado estadual Luciano Ribeiro, que fora vice de seu pai, Colbert Martins da Silva, no segundo dos dois mandatos deste no Paço Municipal. A chapa consagrou-se vencedora daquele pleito. Ronaldo pavimenta a reeleição, em 2016, desta feita tendo compondo chapa ao lado do próprio Colberzinho, candidato a vice. Os dois logram êxito mais uma vez nas urnas.
Surge, então, a grande oportunidade de Colbert Filho. Ronaldo, convencido pelo seu colega prefeito da capital, ACM Neto - que deveria ter sido o candidato da oposição ao Governo da Bahia, mas desistiu - renuncia ao mandato para ser ele o nome a disputar contra o favorito à reeleição, o petista Rui Costa, no pleito de 2018. Colbert assume em abril daquele ano para administrar Feira de Santana pelo período de dois anos e oito meses.
Em 2020, sem mandato nas mãos, José Ronaldo apoia a reeleição de Colbert Filho. A refrega foi emocionante, com o adversário de sempre, o deputado federal Zé Neto, bastante fortalecido. Diferentemente das outras três vitórias de Ronaldo frente ao PT feirense, aquela disputa não acabou em primeiro turno. O petista teve mais votos no turno inicial e despontava favorito para a reta decisiva. Ronaldo arregaçou as mangas e garantiu a permanência de Colbert por mais quatro anos no Governo.
Eles não se entendem muito bem, naquela nova gestão. Mas estão juntos novamente, em 2024, pela volta de Ronaldo à Prefeitura. Mais que isto, pela permanência do grupo no poder, contra um Zé Neto ainda mais afiado que em 2022. Colbert, sob forte desgaste diante de um governo bastante conflituoso com a Câmara, estrategicamente não aparece na campanha, mas nos bastidores movimenta a máquina municipal e sua contribuição, inegavelmente, é importante para nova vitória do aliado. Afinal, ele poderia ter tomado outro rumo e isto, certamente, dificultaria a eleição de Ronaldo em primeiro turno.
Colbert costuma comentar, em algumas conversas, que ele e ACM Neto teriam sido responsáveis pela desistência de Pablo Roberto à candidatura de prefeito. A adesão do então deputado estadual a Ronaldo, de quem se tornou vice, fora capital, para a vitória do grupo em primeiro turno. Mesmo assim, ao final, Colbert deixa o cargo sob rusgas visíveis com o aliado. Parece estar decretado o fim desta união. O ex-prefeito, pré-candidato para as eleições de outubro, dificilmente vai contar com algum apoio do atual. Mas em política, é claro, tudo pode acontecer.
E por falar nas eleições legislativas de 2026, segue uma informação: Colbert Filho não será candidato a deputado federal, como muito se especulou depois da saída dele do Governo. Me disse que, com a confirmação de Pablo para a disputa, não seria viável a concorrência entre os dois para chegar a Brasília. Engana-se quem pensa que ele apenas assistirá de camarote ao pleito. Destacado deputado federal e um dos melhores deputados estaduais da história da Assembleia Legislativa, Colbert pretende retornar a esta Casa, justamente em uma dobradinha com o amigo Pablo e, claro, sob as bênçãos de seu novo amigo e líder, ACM Neto, que deve lhe amealhar alguns votos pelo Estado.
Recentemente, o ex-prefeito, que teria sido indicado por ACM em nomeação para assessor no gabinete do prefeito de Salvador, Bruno Reis - este também deverá lhe dar algum apoio a deputado estadual - fez um movimento importante, pensando em retornar a um cargo eletivo. Assumiu o DC (Democracia Cristã). Deixa o PMDB, legenda que teve o pai dele como um dos fundadores na Bahia, mas um porto nada seguro para suas pretensões, nos dias de hoje. Ao contrário do que alguns podem imaginar, o excelente parlamentar Colbert Filho não está morto politicamente. Ele tem chances de voltar a ser protagonista na política regional, a partir de primeiro de janeiro de 2027.
Falta bem pouco tempo para encerrar o prazo de desincompatibilização, de cargos públicos, por parte dos detentores de mandato interessados em participar das próximas eleições. Vence exatamente no dia 4 de abril, dentro de 10 dias. Nesta quinta-feira, o pré-candidato a deputado federal, vice-prefeito e secretário de Educação, Pablo Roberto, confirmou que renuncia ao cargo na primeira semana de abril e vai pra disputa, independentemente de o seu companheiro de grupo político, o empresário Zé Chico estar concorrendo ao mesmo cargo.
Na verdade, não há nada de novo no front. O ex-deputado estadual - cumpriu pouco mais de dois anos do mandato na Assembleia Legislativa e renunciou para ser candidato a vice de José Ronaldo, em 2024 - já havia manifestado em entrevista a esta coluna da Tribuna Feirense a firme intenção de lançar seu nome ao Congresso em outubro, mesmo que tenha de enfrentar um concorrente interno. Hoje, ele apenas confirmou esta expectativa, ao falar logo cedo ao "Acorda Cidade" e, pouco depois, a este jornalista. Embora sem entrar em detalhes, afirmou contar com "elementos técnicos e estudos" que dão sustentação à sua candidatura. Deve se referir a pesquisas de opinião para consumo interno, certamente.
Ao manifestar aceitação da ideia de duas candidaturas do mesmo time, Pablo disse que espera um debate "em alto nível", tema da última conversa entre ambos. Haveria um compromisso neste sentido. A preocupação maior seria com a militância, que "às vezes se excede". São boas as perspectivas de uma disputa saudável. Ele e Zé Chico mantem uma relação política respeitosa e até já fizeram dobradinha.
O secretário de Educação disse que, em sua candidatura a deputado estadual, na eleição passada, quando conquistou vaga na Assembleia, votou no amigo para federal. O diálogo entre os dois tem sido intenso, média de um encontro a cada quatro dias. Tamanha frequência, indica a literatura política, pode ter como pano de fundo a discussão de possíveis acordos.
Ao desistir de sua candidatura a prefeito, em 2022, acatando a proposta de ser o vice de José Ronaldo - de quem, caso se mantivesse no páreo, tiraria votos preciosos - Pablo alimentou a esperança de ser o único nome do atual prefeito, para a Câmara dos Deputados. Pode ter acontecido, inclusive, acordo neste sentido. Se existiu, não vai vingar, pois talvez não se tenha chamado para o entendimento a outra parte interessada. Zé Chico, que não fez acordo com ninguém para não ser candidato agora, está absolutamente convícto.
Parafraseando Caetano em sua canção em inglês "It's a long away", de 1972, o empresário está "mais firme do que quando começou", em sua primeira de três tentativas sem lograr êxito. Mas e o prefeito José Ronaldo, o que pensa da possibilidade de duas candidaturas no espectro político sob seu comando? Ele ainda não falou diretamente à imprensa local sobre o assunto, mas deverá respeitar o estilo próprio de agir nessas situações, buscando o consenso entre os aliados. Seu desejo, muito provavelmente, seria de candidatura única.
No entanto, com tamanha convicção dos dois postulantes, a tendência é de que o líder político alerte para os riscos da divisão de votos, especialmente no cenário local, mas respeite a vontade de Pablo e Zé Chico, figuras de muita proeminência em seu grupo. Não haverá veto de sua parte, mas, treinador experiente, sabe que este "clássico Ba-Vi" pode terminar empatado e, em igualdade de placar, ninguém conquista os três pontos. Um ponto apenas para cada seria insuficiente à classificação tão almejada.
O presidente Marcos Lima cancelou a sessão de hoje da Câmara de Feira de Santana, por falta de quórum - número mínimo de sete vereadores presentes, do total de 21, no horário de abertura dos trabalhos. Ele falou em atualizar o Regimento Interno para melhor tratar das penalidades por ausência. Conjunto de regras e normas que define como o Legislativo funciona, organiza e executa as suas atividades, espécie de manual de instruções para o dia a dia dos parlamentares, o texto tem sofrido mudanças pontuais, desde a maior reformulação registrada, em 2002, pela Resolução 393.
Uma delas acabou com a obrigatoriedade do vereador falar em pé. Eles podem continuar sentados, quando tem a palavra. Outra alteração, em 2021, acabou com a sessão que acontecia às segundas, transferindo-a para a quinta-feira. Eram incômodas para os edis, pois alguns se encontravam em viagem de fim de semana e precisavam retornar ao domingo. Uma outra alteração permitiu ao Vereador apresentar no máximo até 12 projetos de decreto legislativo, por legislatura, destinados à concessão do Título de Cidadão Feirense. Um exagero que deve ser corrigido, diga-se.
Em 2022, os vereadores decidiram antecipar a eleição para a nova Mesa Diretora (presidente, vices e secretários) para o segundo biênio da legislatura. Antes, este pleito acontecia na primeira sessão de retorno do recesso parlamentar de meio de ano. Assim, Eremita Mota foi eleita em junho de 2022, seis meses antes de assumir o cargo em 1o de dezembro de 2023. O leitor pode estar curioso quanto à eleição do atual presidente, Marcos Lima, que não seguiu a esta regra, acontecendo somente em 1o de janeiro de 2025. A explicação é que aquela alteração não modificou a eleição presidencial de início do mandato.
Também alterou-se, nos últimos anos, a forma de composição de Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara de Feira. A Justiça barrou a alteração que deliberou sobre o presidente nomear os membros de CPI. Tem que ser por sorteio. Como se vê nos vários exemplos, os vereadores mexem no Regimento Interno ocasionalmente, por vezes para contemplar interesses imediatos, de natureza política.
Não houve, durante todo esse tempo, uma ampla reformulação da peça regimental. A necessidade é indiscutível, segundo afirmou o especialista Mateus Souza, advogado da Casa, em palestra realizada em outubro do ano passado para vereadores e servidores. Observou que não apenas o Regimento, mas também a Lei Orgânica Municipal encontra-se defasada. À época atuando em cerca de 20 municípios, ele sugeriu a criação de uma Comissão Especial para "análise minuciosa", visando elaboração de proposta. Um outro especialista ouvido pela coluna diverge da ideia de uma reforma do Regimento: "É atualizadíssimo. Pode haver um ou outro aspecto (a se modificar), mas pontualmente".
Ao anunciar, esta manhã, que irá propor uma mudança no horário de presença obrigatória do vereador em plenário, Marcos Lima observou que o Regimento determina estar na Casa no início da Ordem do Dia (momento das votações), a partir das 10h30min, não até no máximo às 8h45min, quando a sessão começa. Não é preciso alterar. A Lei de número 4.247, de 13 de dezembro de 2024 (a mesma que estabelece os valores de subsídio para prefeito, vice, secretários e vereadores para o período de 2025-2028), já estabelece, em seu artigo 5o, parágrafo 2o, que a ausência sem justificativa do vereador, à reunião plenária, implicará em desconto no seu subsídio, proporcional à quantidade de faltas em relação ao total de sessões durante o mês.
A lei não remete simplesmente à Ordem do Dia, mas à sessão como um todo. Portanto, a Presidência já tem autorização legal para punir os vereadores que, ausentes, dão causa à suspensão dos trabalhos, com o respectivo desconto em folha. Aparentemente, no entanto, eles não temem perda financeira. Afinal, historicamente, presidentes da Câmara, salvo exceções, ameaçam nos pronunciamentos ou entrevistas mas, no fim das contas, não exigem provas de doença, missão especial, gala (casamento) ou nojo (luto) e o subsídio é pago de forma integral.
Talvez intimidasse o ausente contumaz a publicação, no Diário Oficial do Legislativo, mensalmente, de uma relação dos que chegaram atrasado às sessões, no período. Também os que não compareceram, independentemente de quais tenham sido as causas. O mesmo ocorreria em suspensão da Ordem do Dia por falta de quórum. A imprensa certamente se interessaria em repercutir o relatório e isto faria repensar o vereador que costuma atrasar por qualquer razão.
Mas também é importante a Câmara atentar para fatos como visitas do governador à cidade ou convites do prefeito aos vereadores para algo de relevância para o Município. Nessas ocasiões, líderes partidários devem propor a mudança do horário da sessão, para que se possa compatibilizar o comparecimento ao evento de natureza política ou governamental e o compromisso com o plenário.
Feira de Santana deverá registrar um recorde bastante especial, em 2026. Será, seguramente, o ano com maior número de obras iniciadas em um mesmo exercício, na história da cidade. A maioria delas, resultado de investimentos da Prefeitura. Com apenas um ano e três meses da administração, o volume de recursos a serem aplicados, pelo Município, alcança a quantia de aproximadamente R$ 550 milhões, segundo o secretário de Planejamento, Carlos Brito. Seria o maior volume de verbas em apenas um ano, em todas as cinco gestões de José Ronaldo ou comparado com qualquer uma das administrações anteriores.
Na manhã desta terça-feira, em entrevista coletiva em seu gabinete, o prefeito anunciou "um volume histórico" de recursos em obras de pavimentação, R$ 133 milhões. Destaque para uma das intervenções mais aguardadas pelos feirenses, a duplicação da pista da charmosa avenida Artêmia Pires, região mais valorizada do espaço urbano residencial nesta cidade. São sete quilômetros de alargamento, que vão consumir 18 mil toneladas de asfalto, mais drenagem e moderna iluminação, em um investimento de R$ 58 milhões. Assinada a ordem de serviço, a empresa vencedora da licitação deve iniciar os trabalhos nos próximos dias.
Também anunciado hoje, um investimento de R$ 66 milhões em pavimentação de ruas, extensão de 47 quilômetros, grande maioria delas em asfalto - Concreto Betuminoso Usinado a Quente. Algumas artérias de bairros como Agrovila e Campo Limpo (os únicos a serem citados) receberão paralelepípedo, por não possuírem rede de esgotamento sanitário. Segundo o prefeito, esta é a "maior realização de pavimentação em uma única licitação pública na cidade". Uma licitação será publicada na edição de sexta-feira do Diário Oficial do Município, para contratar a empresa responsável pelo fornecimento e aplicação do asfalto.
Com recursos provenientes de emenda do senador Ângelo Coronel, valor não revelado na coletiva, o bairro Caseb será contemplado com obras de pavimentação. Conforme Ronaldo, serão beneficiadas "quase todas as ruas que ainda não possuíam" esta infraestrutura.
Foi anunciado recentemente um investimento de R$ 15,9, milhões na construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Maria Quitéria, da nova sede da Policlínica do Parque Ipê, construção de duas Unidades Básicas de Saúde, no bairro Conceição e distrito de Humildes e aquisição de Unidade Odontológica Móvel (odontomóvel). Os recursos são provenientes de mais uma operação de crédito pelo Município, desta feita junto à Caixa Econômica, através do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social, FIIS-Saúde, iniciativa do Governo Federal, voltado à modernização da infraestrutura do SUS, com seleção pública conduzida pelo Ministério da Saúde.
A Policlínica, a ser erguida em área do antigo Derba, na avenida Transnordestina, vai ampliar o acesso da população dependente do SUS a consultas especializadas e exames de imagem, apoio diagnóstico e terapêutico. É o mesmo modelo da Policlínica Regional, ao lado do Hospital Geral Clériston Andrade, porém exclusivamente destinado ao público do município. Com a assinatura do convênio, as próximas etapas são a contratação dos projetos, aprovação técnica, licenciamento e posterior licitação das obras e compra de equipamentos.
Em fevereiro, tambem em coletiva em seu gabinete, o prefeito autorizou abertura do processo de licitação para a construção e requalificação de diversas praças no município, com aporte superior a R$ 10 milhões. Entre as que serão requalificadas: Dois de Julho, Nordestino, Morada das Árvores, do Sapateiro (em frente à Prefeitura) e João Barbosa de Carvalho, além de outras nos bairros Cruzeiro e Conceição e Jacú, no distrito de Matinha. A Praça Froés da Mota será transformada em um ponto de cultura com atrações musicais e apresentações artísticas. Novas praças serão erguidas nos bairros Gabriela, Panorama e Parque Ipê. Academias de saúde nas avenidas Nóide Cerqueira, Fraga Maia e Getúlio Vargas.
O grande canteiro de obras em que Feira de Santana será transformado este ano ainda terá o Hospital Municipal, cuja licitação acontecerá na Bolsa de Valores de São Paulo, dias 11 e 15 de maio. A unidade, de acordo com a Prefeitura, com orçamento inicial de R$ 286 milhões, terá 110 leitos — sendo 100 especializados e 10 de UTI adulto. Totalmente integrado ao Sistema Único de Saúde, será dotado de duas salas cirúrgicas de grande porte, além de centro cirúrgico voltado para procedimentos de ortopedia e cirurgia geral.
Com recursos federais por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas sob condução do Município, começa em breve - a ordem de serviço já foi assinada - a obra de implantação do Centro Comunitário pela Vida, na região entre os bairros Papagaio e Mangabeira, com estimativa de custo da ordem de R$ 18 milhões. O Convive, como denominado, ocupará uma área de 10 mil metros quadrados. É voltado para a prevenção da violência, cidadania e promoção da cultura de paz.
A União também é responsável por outra obra de grande magnitude, a duplicação do ultimo trecho da avenida Eduardo Froes da Mota, o conhecido Anel de Contorno, entre o Portal Princesa do Sertão, no acesso à BR 324, até o Complexo de Viadutos Miraldo Gomes, o antigo contorno da Cidade Nova. O investimento para os sete quilômetros de rodovia é de R$ 179 milhões, incluindo a construção de vias marginais, três viadutos e cinco passarelas.
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