Diante de Senadores com várias acusações, alguns com 13 processos no STF, o Ministro Moro respondeu por mais de 8h a perguntas sobre o vazamento de mensagens de seu celular. Na oposição, ficou claro que o objetivo da bancada petista é anular o julgamento e libertar Lula- condenado em várias instâncias-, comandante do maior projeto de corrupção da história do Brasil, e que teve nas construtoras baianas, especialmente a Odebrecht, seu braço operacional.
Com homérica paciência Moro evitou as provocações, expôs os resultados da Lava-Jato, e fez a propaganda do seu pacote anticrime. A maioria dos Senadores de oposição deixaram a Comissão antes do final e reconhecem que não tem condições para fazer uma CPI contra Moro.
Evidente que existe conversa entre juízes e procuradores embora, para muitos, seja desejavel que o alinhamento seja menor com uma das partes- como nesse caso-, mas não há nada que justifique invalidar as conclusões e punições da Lava-Jato. Aliás, ela é maior do que qualquer indivíduo isoladamente. É válido sim, monitorizar as ações da Lava-Jato, levantar questões, manter cobranças por limites, até por ser uma operação inédita, mas jamais reduzir sua importância.
Ao final, Moro não foi encurralado e saiu maior do que entrou no depoimento, ao qual, aliás, foi por vontade própria, em jogada de mestre.
O governador do Estado fez uma séria acusação a UEFS: de gastar mais que o dobro de outras Universidades, com até mais campus, em segurança. Não soubemos de resposta da Universidade. Em 2016, o valor estava em torno de 20% do custeio, com média de R$912 mil por mês. Atualmente, a previsão de gastos é de algo superior a R$ 8 milhões. São valores impressionantes, o que nos leva a uma questão importante, a ser debatida.
A Polícia é uma força legítima da Sociedade, inclusive do governo Rui Costa. Nos dias de hoje, com a violência existente, existir uma área que Polícia não entra é uma aberração, até porque, depois de 16 anos de um governo de esquerda o discurso de liberdade do pensamento não faz mais sentido. Além disso, notícias recentes mostraram fuzis encotrados em Universidade no Ceará e uso do campus para distribuir drogas em Minas. O tipo de segurança que a Universidade oferece não combate essa criminalidade.
Então, não está na hora de colocar a Polícia para patrulhar os campus como é seu dever e para o qual já está sendo paga permitindo reduzir-se essa despesa, ao menos para metade do valor, mantendo-se apenas a segurança patrimonial?
Caso reduzamos R$ 5 milhões, só no mandato de um Reitor, daria R$20 milhões de reais. Se reeleito, R$40. É muito dinheiro.
Aliás, a Universidade tratar dessa forma a Polícia e, de certa forma, catequisar seus alunos que uma força policial legítima não pode entrar na Univerdidade não parece ser uma lição das mais dignas e éticas.
Em tempos de cobertor curto essa é uma discussão que precisa ser feita.
Em debate no programa Rotativo News, Joilton Freitas, perguntou sobre o que fazer com a UEFS para aliviar a crise::
1- Embora o deputado Zé Neto tenha dito que não houve corte, ele existiu sim, ao mesmo modelo do governo Bolsonaro, conforme demonstrado pelo diretor da ADUFS
2- Orçamento deve ser real. Nenhuma empresa que planeja atividades com um valor, vai conseguir gerir a falta do repasse. Projetos ficarão pelo caminho, inconclusos.
3- Falta prioridade. O governo gastou R$22 milhões com pernoites.
4- Revisão do modelo administrativo das Universidades com inclusão de tecnologia na administração para redução de custos.
5- Incluir mais tecnologia no ensino, pois, Universidades não podem continuar engessadas em um modelo de ensino, sem incorporar as facilidades que a tecnologia está oferecendo, com a consequente redução dos custos
6-Firmar parcerias. É inconcebível que a estrutura física de uma Universidade fique ociosa, que ela não possa vender serviços, firmar parcerias com empresas privadas por restrição ideológica. Temos um ambulatório pronto, por exemplo, que não funciona, que poderia ser contratado pelo SUS e gerar dinheiro para UEFS.
O debate sobre Deltan e Moro terem ultrapassado limites e a conclusão que cada um tem a respeito dos vazamentos, é livre, mas não se pode esconder, ou tratar como secundário, o fato que o Estado sofreu um VIOLENTO ataque- ainda mais grave se houve colaboração internacional-, e que isso merece REAÇÃO exemplar e DURA da instituição que é o Estado, sob pena, até de certa desmoralização do governo, do seu sistema de segurança, com a revelação de uma fragilidade que chega a ser primária e provinciana.
É mais que uma ação contra Moro e a Lava-Jato, e sim uma tentativa de desestabilização do governo. Não estou falando da publicação- que é outra discussão- e sim, do ato. Ou o ESTADO reage ou estará validando a balbúrdia.
Excelente a ação do governo através da CEF- Caixa Econômica Federal reduzindo juros e renegociando dívidas. 120 mil pessoas, em uma semana, já recuperaram seu crédito, e estão com vida financeira regularizada. Que prossiga.