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César Oliveira - 16 de Agosto de 2017 | 17h 10
O número de policiais assassinados, este ano, no Rio, já é maior do que em todo o ano de 2016. E ainda estamos em Agosto. No total quase uma centena de policiais foram mortos, onze a mais do que em todo o ano passado. É nitida a escalada da violência contra as forças da lei e a execução de policiais sob o olhar complacente e indiferente da Sociedade, o que é assustador. Evidente que alguém pode apontar que algum destes executados estivesse envolvido com criminosos, mas com certeza é um número muito pequeno.
A caça a polícia exige uma resposta dura do poder central, sob o risco de expansão descontrolada das organizações criminosas e perda total do controle do estado, como acontece no México, por exemplo. A questão da segurança assume ainda maior destaque diante da falência total da administração pública, do Rio, exercida de forma criminosa e irresponsável por Sérgio Cabral, sua quadrilha e o sucessor Pezão.
A morte de policiais não pode ser em vão.
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César Oliveira - 16 de Agosto de 2017 | 17h 02
Entre feias negociações à beira do caixão, arrasta pé no salão de Ronaldo, disputa intestinal por apoios, vai se arrastando a penosa eleição da Câmara. O fato mais recente desta esdrúxula eleição é um mandado de segurança obrigando o vereador Tom a realizar uma eleição que é obrigatória.
Vivemos a situação sui-generis que apesar do vice ter tomado posse o cargo não é declarado vago, como se fosse possível ele tomar posse com o titular vivo, contrariando a tese que dois corpos não ocupam o mesmo cargo no espaço. E mesmo quando um vereador declara o cargo vago, em seguida, o presidente em exercício cancela a declaração. Um vexame.
Façam a eleição. Deixem o morto descansar em paz...
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César Oliveira - 10 de Agosto de 2017 | 08h 54
Temer recebeu Joesley, um notório bandido, o la Fontaine da Friboi, na calada da noite, sem agenda.
Ontem, recebeu, Dodge, a nova Procuradora Geral da República, na calada da noite, sem agenda.
Seria normal, com um Presidente que não estivesse sendo acusado por receber um bandido na calada da noite, sem agenda. Mensagem que Temer deixa passar: viram aí? Eu sempre recebo pessoas na calada da noite, sem agenda. Não tem nada demais.
Temer sabe muito bem o que faz. Raquel Dodge, deveria começar sabendo o que não devia fazer.
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César Oliveira - 09 de Agosto de 2017 | 16h 59
Rui Costa é o candidato natural a reeleição para governador da Bahia, até porque, para surpresa da maioria, faz um governo austero- em excesso, em alguns casos- em que as vacas magras são mantidas vivas apesar da pouca ração. Há setores críticos, mas ele é até bem avaliado. O governo Rui, isto é vísivel, tem muito menos politicagem que o governo Wagner que, em certos setores, chegou a um aparelhamento indecente. Além disso, Rui está gastando em Salvador, botando metrô e fazendo uma série de intervenções na capital, mas não adota o liberou geral com o interior.
Prefeitos, deputados e outros interessados, no entanto, não gostam do estilo Rui: seco, exigente, pão de ló, e articulam um "volta Wagner", dando de consolo o Senado, a Rui. Esquecem que os tempos da fartura passaram, mas certamente autorizariam o governador arrebentar as contas para irrigar os cofres das prefeituras e aliados.
É isso que está em jogo. Todo restante da conversa, inclusive a sugestão de trocar secretários, fazer política, pois, não está fazendo o bastante, é só a rasteira sendo armada para ser dada no governador.
Vai pegar fogo.
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César Oliveira - 07 de Agosto de 2017 | 19h 03
Embora o apedrejamento médico seja um dos esportes prediletos da atualidade, assim como o uso das falhas individuais- existentes-para viabilizar ações de outros profissionais em atos médicos, é incrível como a Sociedade tolera os espaços em que são atendidos e as condições em que os médicos são obrigados a exercerem a profissão.
São, em quase todo serviço público, condições selvagens, sejam físicas, ou estruturais, com falta de equipamentos mínimos e obrigatórios. A falta leva ao erro e o erro, a acusações contra o médico, nunca contra o gestor da saúde. É como se o médico, por ser médico, pudesse prescindir de exames, de um cardiotocógrafo pra ver a evolução de um parto, um eletro, desfibrilador, medicações de suporte. Isto, em um sistema em que as Centrais de Regulação transformam em fatalidade as esperanças.
Há situações tão insalubres que se fossem com outro tipo de trabalhador seria considerado trabalho escravo. As fiscalizações cumprem um faz de conta com os serviços públicos e a população não tem ideia dos riscos a que ficam submetidos ou das chances de sobrevivência que lhe são tiradas pela falta de recursos.
Definitivamente, o modelo administrativo da saúde, público, não funciona; o terceirizado, funciona, mas é restrito, ainda que preferível. Melhor um pouco que resolve, do que um tudo que ilude.
Assim, neste impasse, na desorganização, na escassez de suporte, pacientes e médicos se expõem a um apocalipse assistencial que mata e quando não mata, lesa. A ambos.